Vesti-me de jardineiro,
afiei a tesoura,
preparei-me para a poda.
Imaginei formas,
projetei desenhos,
iniciei o labor.
Ajuntei os ramos,
corte rápido,
ai!, surpresa em vermelho.
Artista de mim,
em gesto (in)esperado,
dei-me nova forma.
A mudança
1 ano atrás


2 comentários:
Seu poema admite tantas interpretações! É absolutamente delicioso relê-lo, cada vez explorando uma possibilidade. A poda é sempre tão amiga do crescimento... Inclusive se auto-aplicada (e às vezes é preciso tirar de nós as folhas doentes). Ou mesmo que de forma não intencional. O importante é observar a tendência do corte e construir uma nova harmonia em torno. O seu texto está conciso e harmonioso como os bonsais. Nenhuma palavra fora do lugar. Parabéns!
Adorei seuconto oemado ou reflexão?
Doce poema..triste mas belo,doce jardineiro da vida..
Saiba, lindo poeta, que sou sua fã...e me deleito com seus poemas.
Como sartre diz,"os espinhos que carrego são dos arbustos que plantei..."
E de vez enquando é bom podar néh...Parabéns...quero ler um livro seu ainda
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