benedicta tu in milieribus

maria, mater dei,
ora pro nobis pecatoribus
nunc et in hora mortis nostrae.

valhei-me, ó virgem maria,
e, ao iniciar a necessária travessia,
guardai-me e protejei-me, vida minha.

e na angústia, envolvido no medo,
incapaz de atinar o hoje ou amanhã,
clamo teu certeiro amparo,
aguerrida esperança dos fracos.

e no instante derradeiro,
quando eu, só eu e ninguém mais,
quando o retroceder não mais existir,
defendei-me, mãe compadecida dos mortais.

2 comentários:

Anônimo disse...

lindo!!!!!!!!!!!!!!!!!
Parabéns pe.Lédio,os seus poemas fazem sonhar alto..ir onde nunca jamais fomos..sem palavras!!!!Toda vez que leio seus poemas, é como abrir uma ferida ainda não cicatrizada… (Clichê, mas é verdade) rsrs…
É dor,sensibilidade, fragilidade…
É um paradoxo, pois é força!
(bis),queremos ler um livro seu...bjos meu amigo!

onzepalavras.com disse...

Ai...obrigada pelo alívio das tuas palavras. Eu peço sempre que ela me proteja da minha própria vida.

Desatino.

Que lindo poema.

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