chão turricado, depositei a pedra.
lavrei onze letras, para sempre.
admirando formas, penetrei reentrâncias,
deixei-me envolver em lembranças.
cristais preciosos esvairam, janela da alma,
amolecendo o solo, tornando-o prenhe.
sorri, memórias, alegrias partilhadas.
derramando sonhos tirados, promessas ainda.
vieram sóis, luas pratearam mares.
voltei ao altar sacrossanto , monumenta.
tomei-te então botão, rosa amarela.
imortalizei entre páginas, nosso diário.
A mudança
1 ano atrás


2 comentários:
lindo seu poema Perene,achei triste,mas é belo muito glamur!Um poema para ser lido e relido ,
para se encantar, se enamorar e se magicar com a poesia nele contido.
Lindíssimo seria pouco, eu dizer.
Sublime, explêndido, maravilhoso !
Parabéns pela abençoada inspiração que te tocou neste momento !
Parabéns padre Lédio.:)
Só fiquei curiosa,o que seria as onze letras?Tu podes me dizer?rs....
Curiosa,
que bom que você gostou. Não é tudo isto não.
onze letras podem ser tudo e nada.
Pode ser uma expressão do português mais antigo, que simboliza alcoviteira (onze sílabas da palavra, intermediária do amor), pode ser dez e um, pode ser uma homenagem a blog da minha amiga Ana Karina (se bem que lá são onze palavras, muito mais que onze letras), pode ser as letras da pessoa amada. Pode ser apenas por que gosto do número onze, mas ainda prefiro o treze. Enfim tudo cabe nas onze letras.
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