teus olhos.
verdes.
mares.
oh! espelho.
mergulhei,
profundo.
juventude.
perdida.
frênise,
paixão,
abrasador,
solstício.
teus olhos.
vastos.
abismo.
passado em
presente.
ardente.
imagem.
eu em ti.
aquinhoar
não me importo
com a qualidade das letras.
importo-me
com a necessidade de me expressar.
tudo mais é vaidade.
com a qualidade das letras.
importo-me
com a necessidade de me expressar.
tudo mais é vaidade.
dormiens
como é bom adormecer
e no meio da noite
dizer-te o que
não tenho coragem de te dizer.
sem medo. sem temor.
a censura se esvai
e as palavras imaginadas
gritadas espontâneas,
livres e soltas,
sem escrúpulos.
como é bom saber
que terei a noite
a meu dispor
para te falar
o que acordado
não me permito.
Acordo é isto:
dizer o que não se pensa,
calar o que se quer.
mas a noite,
envolvido pelo sono,
inconsciente (?!),
digo-te tudo, tudo mesmo,
sem pudor algum.
do pior modo possível.
ai. que alívio!
e no meio da noite
dizer-te o que
não tenho coragem de te dizer.
sem medo. sem temor.
a censura se esvai
e as palavras imaginadas
gritadas espontâneas,
livres e soltas,
sem escrúpulos.
como é bom saber
que terei a noite
a meu dispor
para te falar
o que acordado
não me permito.
Acordo é isto:
dizer o que não se pensa,
calar o que se quer.
mas a noite,
envolvido pelo sono,
inconsciente (?!),
digo-te tudo, tudo mesmo,
sem pudor algum.
do pior modo possível.
ai. que alívio!
incondicionalmente condicionante
se não houvesse derrota,
qual o quê da vitória?
se não houvesse a morte,
qual o desafio da vida?
se não houvesse traição,
para que a conquista?
... e se não houvessem perdas?
se, se, se...
sempre haverá um se.
a inquietar,
a condicionar,
a provocar.
a nos fazer levantar,
a nos empunhar espadas,
a nos ungir de perfumes.
qual o quê da vitória?
se não houvesse a morte,
qual o desafio da vida?
se não houvesse traição,
para que a conquista?
... e se não houvessem perdas?
se, se, se...
sempre haverá um se.
a inquietar,
a condicionar,
a provocar.
a nos fazer levantar,
a nos empunhar espadas,
a nos ungir de perfumes.
insone
por que insistes,
no meio da noite,
a gritar por socorro?
a madrugada é para o sono,
talvez para o amor.
não para traçar destinos.
no meio da noite,
a gritar por socorro?
a madrugada é para o sono,
talvez para o amor.
não para traçar destinos.
nem bênção, nem maldição
muitos esperam em meu dizer
que eu diga
o que eles esperam
que eu diga.
sim, eu não sei.
muitos esperam em meu dizer
que eu diga
o que deus espera
que eu diga.
não, eu não sei.
querem que eu bem diga:
deus lhes abençoará,
tirará as pedras do caminho,
a vida não lhes será cruel.
sim, eu direi.
querem que eu mal diga:
deus lhes amaldiçoará,
tirará a saúde,
lançará no inferno.
eu não direi.
que eu diga
o que eles esperam
que eu diga.
sim, eu não sei.
muitos esperam em meu dizer
que eu diga
o que deus espera
que eu diga.
não, eu não sei.
querem que eu bem diga:
deus lhes abençoará,
tirará as pedras do caminho,
a vida não lhes será cruel.
sim, eu direi.
querem que eu mal diga:
deus lhes amaldiçoará,
tirará a saúde,
lançará no inferno.
eu não direi.
envolvente
calculei a meta,
planejei a viagem,
escolhi as paragens.
o encanto tomou posse de mim.
que alegria descobrir estrelas.
navegante de sonhos,
viajo por lugares infinitos
dentro e fora de mim.
é preciso ser cego,
duro de ouvidos,
língua travada,
para descobrir o real das coisas.
encantar-se pelo canto da sereia.
olhos atentos,
ser todo audição,
sensível às palavras,
entender o coração.
quem nunca ousou
viajar além da razão
nunca chegará às estrelas.
planejei a viagem,
escolhi as paragens.
o encanto tomou posse de mim.
que alegria descobrir estrelas.
navegante de sonhos,
viajo por lugares infinitos
dentro e fora de mim.
é preciso ser cego,
duro de ouvidos,
língua travada,
para descobrir o real das coisas.
encantar-se pelo canto da sereia.
olhos atentos,
ser todo audição,
sensível às palavras,
entender o coração.
quem nunca ousou
viajar além da razão
nunca chegará às estrelas.
ah se fosse fácil assim
os que tentam decifrar-me
talvez saibam mais de mim
do que eu próprio sei.
talvez eles julgam saber.
nunca estou certo,
mesmo quando pareço tão seguro
em determinar meu destino.
confesso: isto me irrita,
não pela certeza de outros,
mas pelo desconhecido
que habita dentro de mim.
quando outros dizem que eu sou,
mais me desconheço.
os outros não são espelhos,
por isso, mesmo imagem invertida,
surpreendo-me a maioria das vezes.
nunca sei, jogo as cartas na mesa.
cego de mim, talvez seja eu
o filho da noite e do caos.
talvez saibam mais de mim
do que eu próprio sei.
talvez eles julgam saber.
nunca estou certo,
mesmo quando pareço tão seguro
em determinar meu destino.
confesso: isto me irrita,
não pela certeza de outros,
mas pelo desconhecido
que habita dentro de mim.
quando outros dizem que eu sou,
mais me desconheço.
os outros não são espelhos,
por isso, mesmo imagem invertida,
surpreendo-me a maioria das vezes.
nunca sei, jogo as cartas na mesa.
cego de mim, talvez seja eu
o filho da noite e do caos.
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